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HISTÓRIA

 

 

1968: O sonho “não” acabou!

ARIANE FARIA

 

1968, um ano marcado por transformações um tanto quanto curiosas para época, e foi e continua sendo um ano misterioso. O uso de  minissaias, anticoncepcionais, drogas, sexo sem medo, transformações culturais, liberdade de imprensa, protestos e revoltas por todo o mundo, economia, política, torturas, exílio e a luta pelo direito civil e a democracia.

 

Nesta época o Brasil vivia sobre a ditadura do Governo Militar, segundo o historiador americano James Green, 1968 começou quando com a morte do estudante Edson Luis de 16 anos, num restaurante, assassinado por um comandante Polícia Militar do Rio de Janeiro.

 

A principal transformação cultural foi o tropicalismo, o movimento liderado por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Nara Leão, entre outros artistas e compositores, onde propunham mudanças radicais e inspiradoras para gerações futuras, com o uso de guitarras elétricas, boleros e musicas de raiz, gerando conflitos com os setores conservadores da época.  Para o diretor de teatro José Celso de Martinez a ano de 1968 foi fundamental para uma mudança não só de comportamento, mas da própria visão de mundo.

 

Mesmo que os sonhos e ideais que em 1968 seus revolucionários criaram, não tenham se realizado, marcaram a  humanidade. Para muitos, se o ano de 1968 não existisse, não teria acontecido o movimento das Diretas já e os caras pintadas que  pediram o impeachment do presidente Fernando Collor do Governo, e a crescente vontade de mudança e transformação que todos os brasileiros têm, não existiria. Seriamos uma sociedade apática e comum. Na verdade o sonho não acabou.

 



Escrito por ARiAnE às 08h56
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